segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

2012... and I'm feeling good!

   Acho 2012 um número forte, todo mundo deve achar, olha pra esse número, fica intrigado só porque alguém falou que os Maias falaram que o mundo iria acabar em 2012. Pode ser que acabe, falo pra todo mundo que eu iria ficar feliz, por conta da humanidade que vai de mal à pior, mas acho que, na verdade, eu iria ficar desesperada, sonhei com isso essa noite e acordei de madrugada desesperada, gente, meu celular não pegava no fim do mundo!!! HAHAHA. Não encontrava quem eu amo, quem me faz feliz. Quando acabar de verdade, espero que ao menos os celulares peguem! Mas pra mim 2012 representa uma força pessoal, sei lá porque, não sou o tipo de pessoa mística, não sei em que lua meu signo está, mas sinto algo.
   Se eu fosse julgar pelos acontecimentos do meu 1° dia desse ano eu já poderia sentar e esperar o fim anunciado, porque a coisa foi feia pro meu lado, meu coração apertado com tanta coisa triste. Mas já aconteceu tanta coisa triste na minha vida, na sua, na da vizinha, na dos Maias! Pode parecer que não,  só que sou da seguinte opinião, que se somos levados, ou até mesmo arrastados pra frente, esse movimento é feito por sentimentos bons. Sentimentos bons do passado e ânsia por sentimentos bons no futuro.
   O que tem me feito feliz? Aquela confusão ter passado, sabe aquela? A crise existencial? Ter mil ideias na cabeça não me aflige mais, me alegra de taaaaaaaal maneira. Tenho ideias, tenho saúde, tenho tempo pra efetuá-las! Ter 2 empregos chatos aos 30, ter um marido e um jantar surpresa, ir pro shopping com os filhos, só olhar as vitrines e não comprar nada, fazer algo artesanal e dar de presente, fazer projetos pra mim e pros outros, tudo isso ao mesmo tempo, ou depois, não ter tempo eu acho que não é perda de tempo! Ai, só eu tenho essa vontade de aproveitar?
Queria que todos tivessem e aproveitassem comigo!
   Tantas coisas me abalaram, talvez por isso, hoje em dia não seja tão fácil assim, mas estou aprendendo a não desconfiar de felicidade gratuita e pura.
   Porque ninguém mais acredita? Nada ajuda, mas não acreditar também não ajuda em nada. Gente, vou para um emprego novo, tem coisa mais chata e preguiçosa do que ambiente novo? HAHAHA. Mas tem coisa mais legal do que algo novo? Vou cumprir duas DP's não há nada de novo nisso, mas talvez eu volte de Marte, que era onde eu tava com a cabeça nessas aulas, pro apocalipse da Terra, é uma evolução. 4° ano, novas matérias, estágio. É tanta coisa! Quero fazer tudo ao mesmo tempo, e mais um pouco de tudo o que existe, mesmo sem ter certeza de que vai dar certo, porque em alguns desses momentos a felicidade vai estar ali. É ali que ela está, ali, e em quando eu tiver 80 anos e não tiver mais mãe, se eu souber aproveitar.
   O tempo passou, chegamos até aqui, no final do mundo, e vamos desperdiçá-lo pensando em porque nada faz sentido? Não vamos desconfiar, vamos viver, mais felizes talvez a gente possa mudar algo no mundo, mesmo que não haja motivos pra felicidade, pelo menos não deixe de acreditar que ela existe. Me ferrei muito agarrando todas as possibilidades de ser feliz, de ter prazer, de me arriscar, de contradizer, mas em alguns momentos fui feliz e vou me lembrar pra sempre. E o melhor aprendi a acreditar.
   Nada melhor que aproveitar tudo da vida, esse mundo em fase terminal é de todos que são capazes de enxergá-lo e fazê-lo valer a pena. Pode parecer hipocrisia ou egoísmo estar tão feliz, mas não acho que a luta esteja só na guerra, ainda dá pra mudar um alguém com um sorriso. Quero reparar no que há de bom a minha volta, antes que seja tarde.



"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara."
(José Saramago)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Eu tive de excluir a postagem anterior por causa das fotos das crianças... Eu não tenho o direito de imagem delas e nunca se sabe onde podemos encontrar pedófilos. Então, pra evitar qualquer tipo de bafa, aquelas carinhas lindas só ficam na minha memória :)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Eu preciso que você saiba, que eu vou fazer o possível pra te ver chorar. Eu preciso que esteja ciente, que não tenho limites pra te fazer sofrer. Assim como eu, assim como eu... Todas as lágrimas de desespero devem escorrer, todas as súplicas pra uma mudança devem ser feitas, porque aí não será vingança e sim justiça. É um prazer te torturar quando todas as lembranças vem a minha mente. É um prazer poder voar, quando me lembro de que você não pôde voar comigo, de que seu egoísmo não suportou ver minhas asas baterem. É um prazer poder beijar bocas iguais as suas, acomodadas e egoístas, com o maior desdém que eu tenho. Eu vou até o fim, de todo meu coração, esse coração que apodreceu, secou e morreu. Assim como eu espero que aconteça com seu amor por mim.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Una Furtiva Lacrima

Hoje me lembrei daquele dia em que eu estava com a cabeça sobre seu peito e percebi a rapidez do seu batimento. Tudo porque você estava ali, no meu quarto, sabendo que eu, agora, era sua namorada. Resolvi te mostrar um poema sobre as sensações de paixão que você me causava, e quando você o leu, lágrimas escorreram dos seus olhos. Então, eu me levantei, vim até aqui, escrevi um novo poema. Um poema sobre as sensações de amor que você me causava naquele exato momento. Aquele dia foi o primeiro dia em que retribui o que você sentia por mim. Aquele dia foi o dia em que comecei a te amar, e tenho certeza, que você pôde ver nos meus olhos a certeza que você tanto esperou: eu tinha aprendido.
É uma pena, que minha sorte não tenha sido a das melhores, e a gente tenha se esquecido tão facilmente daquele dia, e você tenha se esquecido de aproveitar o resto dos dias.

Na aula*, ao mesmo tempo em que me lembrava disso, fazia devaneios sobre o assunto e algumas lágrimas escorriam sutilmente sobre o meu rosto, eu ouvia essa música:

Una Furtiva Lacrima

Una furtiva lagrima
Negli occhi suoi spuntò... quelle festose giovani
invidiar sembrò...
Che più cercando io vo?
M'ama, lo vedo.
Un solo istante i palpiti
Del suo bel cor sentir!..
Co' suoi sospir confondere per poco i miei sospir!...
Cielo, si può morir;
Di più non chiedo.

Uma Lágrima Sombria

Uma lágrima sombria
Em seus olhos estalados...
Aqueles jovens festivos pareciam invejar
O que mais eu vou procurar?
Me ama, eu vejo
Um só instante e palpitações
É agradável sentir seu coração
Seus suspiros se confundem com os meus
Céus, posso morrer
De mais não preciso.


Me senti como Macabéa... Oca por dentro. Chorei pela beleza do som. Diferente dela sabia o que dizia a música, mas semelhante, não podia entender (mais). Apenas chorei.
Algumas coisas na vida, mesmo perdendo-se um pouco o sentido, doem.
Dói saber que tudo foi esquecido e perdido no meio do caminho.
Dói sentir esse imenso vazio.
E enfim, dói, agora, ter a certeza de que essa falta vai passar,
Vai ser esquecida, vai ser perdida no meio do caminho.
Eu ainda preciso de muitas coisas, não sei quais, mas devo precisar, já que entendi não ter encontrado a tal plenitude.



*Esse post e o anterior foram alguns devaneios na aula de Narrativa Brasileira I, com a Profª Lúcia Granja, sobre a "A Hora da Estrela". Só pra esclarecer, haha :)


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Como acreditar no fim do amor?

A raiva ferve o sangue e estremece os nervos,
A tristeza abate o corpo e arde nos olhos,
O desespero molha de suor as mãos e explode a pressão,
O coração bate forte e depois fraco.
E em meio a tudo isso o cérebro só faz pensar: o que te resta é acreditar...

Saudades do que nunca foi, ilusões do que poderia ter sido.
Realidade: nada mais te resta, a não ser acreditar...

É difícil acreditar que o seu amor é diferente do amor do outro,
E se amores são tão diferentes, existe amor?
Que diabo é isso que chamam de amor?
Ou só existe mesmo o fim? Finais de amores diferentes?

Onde estão as respostas? Onde estão as respostas?
Não há respostas para o amor,
Mas perguntas borbulham...
Reescrever? Rasgar? Guardar como lembrança?
Uma história escrita, um ponto final.
Pensar ou sentir?
Os dois. "Pensar é um ato, sentir é um fato"
E não nos resta nada além de viver e agir,
Viver, agir e acreditar.

Mesmo desconhecendo as respostas certas,
Mesmo o fim não sendo nada pleno, simples e paupável,
Ele é indiscutível.

Nada nos resta, a não ser acreditar.



"E não esquecer que a estrutura do átomo não é vista, mas sabe-se dela. Sei de muita coisa que não vi. E vós também. Não se pode dar uma prova de existência do que é mais verdadeiro, o jeito é acreditar. Acreditar chorando. "
Clarice Lispector