Compreendi
A briga
A mão
A faca
O ferimento
A lágrima
A cura
E a cicatriz
O que ficou no pensamento
Foi o instante
Entre o corte
E o sangue
Isso
A poesia não diz
segunda-feira, 16 de maio de 2016
estranhos
sobre o mesmo
teto
meus olhos
tristes
teu desafeto
quanto tempo...
quanto
ego!
sem tato
faltava
tino
a taça
com vinho tinto
estilhaçou
sobrava tinta
e silêncio
tonta
não entendia
nada
entediada
só pintava
feito louca
o branco
e preto
de tudo
desfeito
desesperada
te procurava
até
entre
as minhas
entranhas
estive
tão
cansada
tamanha
falta
do que era tanto
e a rotina
matou
tua alma
egoísta
só
enterrou
sem rezar
e
então?
terminou
mas a memória
guarda
todas
as apostas
dos cílios
os jeitos
dos sonhos
nossos temas
nos discos
perdoa
mas não foi
a toa
que eu saí dos
trilhos
meu trem
tem pressa
não se despeça
serei eterna
até quando
não estou
sobre o mesmo
teto
meus olhos
tristes
teu desafeto
quanto tempo...
quanto
ego!
sem tato
faltava
tino
a taça
com vinho tinto
estilhaçou
sobrava tinta
e silêncio
tonta
não entendia
nada
entediada
só pintava
feito louca
o branco
e preto
de tudo
desfeito
desesperada
te procurava
até
entre
as minhas
entranhas
estive
tão
cansada
tamanha
falta
do que era tanto
e a rotina
matou
tua alma
egoísta
só
enterrou
sem rezar
e
então?
terminou
mas a memória
guarda
todas
as apostas
dos cílios
os jeitos
dos sonhos
nossos temas
nos discos
perdoa
mas não foi
a toa
que eu saí dos
trilhos
meu trem
tem pressa
não se despeça
serei eterna
até quando
não estou
carapuça
cabeça confusa
meus versos são iguais
mas cabem
todos
em alguéns diferentes
mas cabem
todos
em alguéns diferentes
cada um que me toca
ganha um sentimento
mas minha poesia
é vento
é de quem acha
que se encaixa
ganha um sentimento
mas minha poesia
é vento
é de quem acha
que se encaixa
palavras
são incapazes
de expressar a dimensão
de amor e dor
são incapazes
de expressar a dimensão
de amor e dor
antes de vestir-se
da poesia alheia
lembre-se
sempre:
o poeta é um fingidor
da poesia alheia
lembre-se
sempre:
o poeta é um fingidor
só se ajoelha diante de mim
quem tem fé
cética
acredito no que é ou não é
crucifica-me se for capaz
se quiser me prender
solte Barrabás
meu vinho só serve aqueles
que sabem que nunca fui
nem serei água
não posso ser paraíso
já que queimo por dentro
feito inferno em brasas
não sou profana
só natural
mundana
faço parecer que sou sua
morro de braços abertos por ti
porque adoro drama
mas ressucito
no terceiro dia
irreal como poesia
escuto a voz que me chama
recuso o seu deus
adeus
meu único templo
tem como nome
Anna
quem tem fé
cética
acredito no que é ou não é
crucifica-me se for capaz
se quiser me prender
solte Barrabás
meu vinho só serve aqueles
que sabem que nunca fui
nem serei água
não posso ser paraíso
já que queimo por dentro
feito inferno em brasas
não sou profana
só natural
mundana
faço parecer que sou sua
morro de braços abertos por ti
porque adoro drama
mas ressucito
no terceiro dia
irreal como poesia
escuto a voz que me chama
recuso o seu deus
adeus
meu único templo
tem como nome
Anna
sexta-feira, 6 de maio de 2016
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