Apesar de segunda-feira
E da porcaria da rotina
Hoje pode ser um dia bom
Correndo pro trabalho
Ao sol do meio dia
Eu escutei um som
Olhei para os lados e
Encontrei o pedreiro sentado
Em meio a construção
Ele estava em outro mundo
Cercado de escombros
Dedilhando um violão
Sua voz suave me fez sorrir
E a delicadeza da cena
Me tocou o coração
Nem tudo é tão ruim
Que a gente não posso colocar
Um pouco de emoção
segunda-feira, 14 de julho de 2014
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Eu sou neguinha
Há dias venho pensando em falar de fato sobre ser negra. Ser negra acaba sendo, numa visão social e histórica dos fatos, uma experiência, um estado, um desafio. Sempre falei sobre negritude e sobre o negro de forma geral em pequenas doses. Mas nunca falei sobre ser negra e o que isso significa pra mim no meu ambiente social, no meu país, no meu mundo, na minha vida.
Meus pais são negros. Sei pouco sobre a vida deles e sobre as experiências deles. Meu pai morreu cedo, foi alguém que nunca tive muito contato, era alcoólatra pelo que me recordo, e minha mãe foi meu grande espelho de mulher. Minha mãe é uma nega bonita que eu acho que até hoje ainda não sabe o valor de ser uma mulher negra. Minha mãe sempre teve amigas brancas, as suas irmãs eram, apesar de mulatas (devido a mistura racial da família), consideradas brancas. Apesar de sempre frequentar lugares dominados pela cultura afro, minha mãe cortou seu cabelo por muitos anos e quando finalmente os deixou crescer e criar vida, ela alisou. E ela fez a mesma coisa com o meu cabelo, aos 11 anos de idade eu estava sentada em uma cadeira e com uma química forte em meus fios, perdendo meus lindos cachos e com a promessa de que eu ficaria parecida com uma princesa, porque, afinal de contas, as princesas têm cabelos lisos. E sempre escutei que meu nariz era largo demais e meus lábios grossos demais. Um colega de classe passou um ano durante todos os dias rindo na minha cara por conta dos meus lábios e eu nunca respondi. Quando menor ainda, uma desconhecida pediu que eu saísse do seu lado para que não encostasse aqueles cabelos nela. Minha mãe, assim como minha vó, que era negra, recomendava que sua filha não tomasse sol demais. E eu entendo o porquê, era para evitar o sofrimento. Eu seria aceita. Seria aceita por uma sociedade que julgava meu cabelo ruim, meu nariz feio, minha boca grande e minha pele pouco convidativa. Tive poucas amigas negras nos bons colégios que estudei, tive poucas referências na tv e achava que alisar o cabelo e pensar em fazer plásticas para mudar meus traços era algo absolutamente normal. Eu me sentia feliz quando alguém dizia que eu não era tão escura, quando me chamavam de "moreninha". Isso se chama processo de embranquecimento.
Na minha adolescência a minha pele se tornou convidativa. Porque ela era da cor do pecado, ela trazia olhares maliciosos, porque negras, além da pele bonita, são boas de cama, têm natureza sexual. Mas nunca são para casar. Isso se chama sexualização da mulher negra. Acredite, há muita gente que não sabe que mulheres têm desejos sexuais normais assim como os homens e que isso independe de sua cor. A mulher negra sofre duas vezes o preconceito, o racismo e o machismo.
Na fase adulta, quando pela informação, inclusive da Internet, pelo interesse em me reconhecer em gente como eu, em saber o que essas pessoas pensavam, pela sede em descobrir e questionar o meu mundo, eu entendi que meu cabelo era bonito e que eu poderia tirar aqueles produtos dele, que minha cor não era motivo de vergonha e muito menos um apelo sexual, que meu nariz não precisava de plástica e que eu era uma mulher bonita com minhas próprias ideias e opiniões porque eu era eu. Eu nunca precisei que alguém me achasse bonita ou feia, que me achasse inteligente ou burra, que alguém me achasse arrogante por expressar sem medo as minhas opiniões ou humilde por expô-las, nunca precisei que alguém me achasse mais ou menos. Eu só precisava ser e ter orgulho de quem eu era.
Quando alguém questiona a autoestima de uma mulher negra que fala de si e de seus problemas, quando alguém diz que a mulher negra se vitimiza e tapa os olhos para toda história e para o racismo presente e pulsante, quando alguém elogia uma negra para "fazê-la sentir-se melhor", eu lamento. Isso se chama racismo. E eu lamento muito pelo racismo.
Enxergar com olhos bem abertos e falar sobre o preconceito de todo tipo, ao contrário do que os supostos subversivos polemiquinhos dizem, é sempre bom. Causa reflexão. A cada dia vejo mais meninas lindas se descobrindo, valorizando sua cor, seu cabelo, seus traços, valorizando o seu ser. A cada dia vejo mais pessoas brancas entendendo porque um negro usa uma camiseta com os dizeres "100% Negro" e a importância da valorização da raça. Um negro que sabe o seu valor é um negro que beneficia outro ser humano, pois se torna um espelho pra quem ainda vive no abismo do racismo. Uma mulher negra que sabe o seu valor é uma rainha, pois o abismo é muito maior. A cada dia enxergo mais compreensão e evolução.
E àqueles que ainda não compreendem, eu desejo um sorriso negro.
Meus pais são negros. Sei pouco sobre a vida deles e sobre as experiências deles. Meu pai morreu cedo, foi alguém que nunca tive muito contato, era alcoólatra pelo que me recordo, e minha mãe foi meu grande espelho de mulher. Minha mãe é uma nega bonita que eu acho que até hoje ainda não sabe o valor de ser uma mulher negra. Minha mãe sempre teve amigas brancas, as suas irmãs eram, apesar de mulatas (devido a mistura racial da família), consideradas brancas. Apesar de sempre frequentar lugares dominados pela cultura afro, minha mãe cortou seu cabelo por muitos anos e quando finalmente os deixou crescer e criar vida, ela alisou. E ela fez a mesma coisa com o meu cabelo, aos 11 anos de idade eu estava sentada em uma cadeira e com uma química forte em meus fios, perdendo meus lindos cachos e com a promessa de que eu ficaria parecida com uma princesa, porque, afinal de contas, as princesas têm cabelos lisos. E sempre escutei que meu nariz era largo demais e meus lábios grossos demais. Um colega de classe passou um ano durante todos os dias rindo na minha cara por conta dos meus lábios e eu nunca respondi. Quando menor ainda, uma desconhecida pediu que eu saísse do seu lado para que não encostasse aqueles cabelos nela. Minha mãe, assim como minha vó, que era negra, recomendava que sua filha não tomasse sol demais. E eu entendo o porquê, era para evitar o sofrimento. Eu seria aceita. Seria aceita por uma sociedade que julgava meu cabelo ruim, meu nariz feio, minha boca grande e minha pele pouco convidativa. Tive poucas amigas negras nos bons colégios que estudei, tive poucas referências na tv e achava que alisar o cabelo e pensar em fazer plásticas para mudar meus traços era algo absolutamente normal. Eu me sentia feliz quando alguém dizia que eu não era tão escura, quando me chamavam de "moreninha". Isso se chama processo de embranquecimento.
Na minha adolescência a minha pele se tornou convidativa. Porque ela era da cor do pecado, ela trazia olhares maliciosos, porque negras, além da pele bonita, são boas de cama, têm natureza sexual. Mas nunca são para casar. Isso se chama sexualização da mulher negra. Acredite, há muita gente que não sabe que mulheres têm desejos sexuais normais assim como os homens e que isso independe de sua cor. A mulher negra sofre duas vezes o preconceito, o racismo e o machismo.
Na fase adulta, quando pela informação, inclusive da Internet, pelo interesse em me reconhecer em gente como eu, em saber o que essas pessoas pensavam, pela sede em descobrir e questionar o meu mundo, eu entendi que meu cabelo era bonito e que eu poderia tirar aqueles produtos dele, que minha cor não era motivo de vergonha e muito menos um apelo sexual, que meu nariz não precisava de plástica e que eu era uma mulher bonita com minhas próprias ideias e opiniões porque eu era eu. Eu nunca precisei que alguém me achasse bonita ou feia, que me achasse inteligente ou burra, que alguém me achasse arrogante por expressar sem medo as minhas opiniões ou humilde por expô-las, nunca precisei que alguém me achasse mais ou menos. Eu só precisava ser e ter orgulho de quem eu era.
Quando alguém questiona a autoestima de uma mulher negra que fala de si e de seus problemas, quando alguém diz que a mulher negra se vitimiza e tapa os olhos para toda história e para o racismo presente e pulsante, quando alguém elogia uma negra para "fazê-la sentir-se melhor", eu lamento. Isso se chama racismo. E eu lamento muito pelo racismo.
Enxergar com olhos bem abertos e falar sobre o preconceito de todo tipo, ao contrário do que os supostos subversivos polemiquinhos dizem, é sempre bom. Causa reflexão. A cada dia vejo mais meninas lindas se descobrindo, valorizando sua cor, seu cabelo, seus traços, valorizando o seu ser. A cada dia vejo mais pessoas brancas entendendo porque um negro usa uma camiseta com os dizeres "100% Negro" e a importância da valorização da raça. Um negro que sabe o seu valor é um negro que beneficia outro ser humano, pois se torna um espelho pra quem ainda vive no abismo do racismo. Uma mulher negra que sabe o seu valor é uma rainha, pois o abismo é muito maior. A cada dia enxergo mais compreensão e evolução.
E àqueles que ainda não compreendem, eu desejo um sorriso negro.
terça-feira, 24 de junho de 2014
Borboleta e aranha
Essa noite sonhei com uma aranha e uma borboleta
A borboleta pousou
A aranha prendeu- se com força em minhas mãos
Eu joguei pra longe a aranha
E fiquei olhando a borboleta amarela
Você é assim como elas
Me prende e me liberta
Me protege de mim mesma
Segura as minhas mãos mesmo quando me falta sanidade
Aguenta firme quando te jogo
É paciente diante do meu silêncio
E na confusão das minhas ideias
Quando vou além dos limites da minha loucura
Minha mente sempre embaça a realidade
E eu preciso das suas teias
Eu preciso te deixar voar
Pra que eu possa entender que mesmo sem te sentir
A gente pode ser feliz
Você ainda estará no reflexo dos meus olhos
E em todos os meus sonhos
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Coadjuvante
Pareço meio sem graça
Depois que me apaixonei
De vez em quando me liberto
Tiro a roupa
Mas na maioria do tempo
Me faço de boba
Não tenho muita coisa pra mostrar
Nunca mais escrevi poesia
Samba bom é de tristeza
E a minha alegria seca
A fonte de inspiração
Me sinto como uma flor de rua
Que brota da rachadura
Sem muito glamour
Mas que ainda consegue chamar atenção
Me sinto como um grão de areia
Dentro da concha posso ser pérola
Fora dela sou só mais uma
Em meio a multidão
Sem grandes feitos
Me limito a sentir bater a onda fria
E no horizonte vejo o sol se pondo
Por enquanto vou me contentando
Com os poesia da vida
Com observar sem dar opinião
Depois que me apaixonei
De vez em quando me liberto
Tiro a roupa
Mas na maioria do tempo
Me faço de boba
Não tenho muita coisa pra mostrar
Nunca mais escrevi poesia
Samba bom é de tristeza
E a minha alegria seca
A fonte de inspiração
Me sinto como uma flor de rua
Que brota da rachadura
Sem muito glamour
Mas que ainda consegue chamar atenção
Me sinto como um grão de areia
Dentro da concha posso ser pérola
Fora dela sou só mais uma
Em meio a multidão
Sem grandes feitos
Me limito a sentir bater a onda fria
E no horizonte vejo o sol se pondo
Por enquanto vou me contentando
Com os poesia da vida
Com observar sem dar opinião
sexta-feira, 13 de junho de 2014
O cara que eu escolhi pra casar
O cara que eu escolhi pra casar era diferente de todos os outros desde início. Simplesmente porque não existia cara nenhum, eu achava esse papo de casamento uma baita idiotice e não via liberdade nenhuma envolvida no fato de escolher alguém e ser reciprocamente escolhido.
Eu tava numa puta crise, num puta caos interno e externo quando eu o conheci, e tinha acabado de aprender pela dor que sentir era algo intenso e que eu sempre estive certa em manter uma distância segura das pessoas.
Nunca pensei que o Rafael seria o escolhido. Não foi amor a primeira vista. Achava bonitinho, mas pegajoso. Achava que tinha ideias na contramão das minhas Achava tudo, menos que ia casar com o ruivinho. Comecei a namorá-lo porque tinha me apaixonado loucamente? Não. Foi só porque ele falou que tinha tudo a ver e que a gente tinha que tentar e como eu não achava nada disso, eu quis pagar pra ver. Ele pediu sem querer, eu meio que não aceitei, depois de uns três meses a gente já tinha largado e voltado umas duzentas vezes. Tava dando super errado, mas o tempo foi passando. O Rafael era um moleque perdido, mentia pra tudo, mas tinha um coração puro, ele me achava a menina mais linda do mundo, quer dizer, falava que achava, até que um dia ele quis, sei lá... Voar sozinho. Começou a achar tudo aquilo uma baita idiotice também.
E eu não aceitei isso de jeito nenhum. Chorei meses. Ele foi bem sacana na época, mas o namoro era realmente uma bosta e foi bom que terminou. Mas nos meses que passaram, eu senti falta dele. Senti mesmo. Todos os dias. Ele era um problema pra mim. Era um amigo que fazia falta, um carinho que fazia falta, um tesão que fazia falta. Demais. E toda vez que eu tentava voltar com ele e não conseguia, eu queria morrer de tanto desgosto. Esse cara me frustrou mais que qualquer um.
Até que um dia eu consegui. E foi tudo pior ainda, tive as tretas mais monstras da minha vida, porque eu odiava amar aquele imbecil que já tinha me feito sofrer tanto. Mas, porra, eu continuava amando, e ele que negou tanto, continuava lá me amando também. Algo tinha que ser feito.
E então, nós conseguimos. Depois de tanto sofrimento eu tinha me acalmado. E o Rafael? O Rafael tinha deixado de ser um moleque e se tornado um homem. Um homem gentil, educado, sem preconceitos,sem machismo (que sorte!!!), atencioso, compreensivo, companheiro, divertido, meu melhor amigo e amigo dos meus amigos. Ele era diferente, era ruivo e era raro. Hahaha! E eu parei. Parei nele. Tava assim... Perfeito pra mim. Nós nos redescobrimos, nos apaixonamos. Passei a fazer algo que era essencial para que uma relação desse certo e que eu nunca tinha feito, eu passei a enxergar as suas qualidades e a admirá-lo. E ele também fez o mesmo comigo.
Eu estou aqui agora, sentada no sofá e parece que toca música até quando desliga o rádio. Ele está sentado no outro sofá e tem o melhor sorriso envolto por uma barba laranja linda. E quando ele olha pra mim eu sinto meu coração cheio e aquecido. Daqui a pouco nós vamos dormir abraçadinhos na nossa cama, na nossa casa. E amanhã também e depois, e depois, e depois. E nós vamos brigar mais e nos amar muitas vezes mais. E vou amar suas brincadeiras idiotas e aguentar seu comentários chatos eternamente enquanto durar. Porque, afinal de contas... esse foi o cara que eu escolhi pra casar.
Pois todos os caminhos me encaminham pra você.
Eu tava numa puta crise, num puta caos interno e externo quando eu o conheci, e tinha acabado de aprender pela dor que sentir era algo intenso e que eu sempre estive certa em manter uma distância segura das pessoas.
Nunca pensei que o Rafael seria o escolhido. Não foi amor a primeira vista. Achava bonitinho, mas pegajoso. Achava que tinha ideias na contramão das minhas Achava tudo, menos que ia casar com o ruivinho. Comecei a namorá-lo porque tinha me apaixonado loucamente? Não. Foi só porque ele falou que tinha tudo a ver e que a gente tinha que tentar e como eu não achava nada disso, eu quis pagar pra ver. Ele pediu sem querer, eu meio que não aceitei, depois de uns três meses a gente já tinha largado e voltado umas duzentas vezes. Tava dando super errado, mas o tempo foi passando. O Rafael era um moleque perdido, mentia pra tudo, mas tinha um coração puro, ele me achava a menina mais linda do mundo, quer dizer, falava que achava, até que um dia ele quis, sei lá... Voar sozinho. Começou a achar tudo aquilo uma baita idiotice também.
E eu não aceitei isso de jeito nenhum. Chorei meses. Ele foi bem sacana na época, mas o namoro era realmente uma bosta e foi bom que terminou. Mas nos meses que passaram, eu senti falta dele. Senti mesmo. Todos os dias. Ele era um problema pra mim. Era um amigo que fazia falta, um carinho que fazia falta, um tesão que fazia falta. Demais. E toda vez que eu tentava voltar com ele e não conseguia, eu queria morrer de tanto desgosto. Esse cara me frustrou mais que qualquer um.
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| Menina dos teus olhos. |
E então, nós conseguimos. Depois de tanto sofrimento eu tinha me acalmado. E o Rafael? O Rafael tinha deixado de ser um moleque e se tornado um homem. Um homem gentil, educado, sem preconceitos,sem machismo (que sorte!!!), atencioso, compreensivo, companheiro, divertido, meu melhor amigo e amigo dos meus amigos. Ele era diferente, era ruivo e era raro. Hahaha! E eu parei. Parei nele. Tava assim... Perfeito pra mim. Nós nos redescobrimos, nos apaixonamos. Passei a fazer algo que era essencial para que uma relação desse certo e que eu nunca tinha feito, eu passei a enxergar as suas qualidades e a admirá-lo. E ele também fez o mesmo comigo.
Eu estou aqui agora, sentada no sofá e parece que toca música até quando desliga o rádio. Ele está sentado no outro sofá e tem o melhor sorriso envolto por uma barba laranja linda. E quando ele olha pra mim eu sinto meu coração cheio e aquecido. Daqui a pouco nós vamos dormir abraçadinhos na nossa cama, na nossa casa. E amanhã também e depois, e depois, e depois. E nós vamos brigar mais e nos amar muitas vezes mais. E vou amar suas brincadeiras idiotas e aguentar seu comentários chatos eternamente enquanto durar. Porque, afinal de contas... esse foi o cara que eu escolhi pra casar.
Pois todos os caminhos me encaminham pra você.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
terça-feira, 3 de junho de 2014
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