quarta-feira, 13 de junho de 2012

A arte de descompor a ordem e compor a desordem

“A escritura como tatuagem: inscrever sentenças na página, adereços rituais de cerimônia mágica. Sentir a carnadura das palavras, em gozo bacante; ceder a seus jogos, permutações de cores e linhas como sentido e mistério (...)“ Cláudio Daniel

terça-feira, 12 de junho de 2012

Neste dia dos namorados eu estou me forçando a acreditar que exista alguém nesse mundo mais do que sincero, quero acreditar que exista alguém leal o bastante pra se dividir algo tão verdadeiro como o amor. Eu estou me forçando a acreditar que ainda possa haver luz por aí.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Ai, que eu não caibo mais aqui!
Que meus desejos não cabem mais aqui...
Tão pouco espaço pra tanta falta!
É mundo que sobra no meu abraço,
É escassez do alimento da alma,
É a vida que ficou pequena demais pro tamanho da minha vontade.

"Mundo, mundo vasto mundo
mais vasto é o meu coração."

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Pode-se enxergar a tristeza em você ter me feito deixar de acreditar em deus,
E pode-se enxergar a felicidade de agora eu depositar toda fé que tenho em mim.
Encorajei-me a andar sem olhar pra trás,
Mas quem sabe se eu olhar você não some nas sombras?
E eu, que não sou Orpheu, vou cantar para quem queira me ouvir...
Você fica com os deuses do inferno, neles eu ainda acredito.
Se esse deus é tão justo,
Que justiça é essa que envia os homens para machucar as mulheres,
Torná-las duras e frias diante do amor, e culpá-las, então, pelo mal de outros homens?
A minha raiva é o grito em ecos de tudo de ruim que você me disse,
Ainda depois de tudo de ruim que você me fez.
Cada palavra que caiu no teu esquecimento,
Bate de volta em mim todo dia e me dá impulso para a vida.
Esse ódio pode até ser fraqueza...
Mas o que importa é que é fraqueza que empurra pra frente,
Não é lágrima que puxa pra trás.
E se quer saber da verdade...
Não, eu não te amo mais,
Só que ainda rezo antes de dormir.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Felicidade Angustiada

"Agora conheço um pouco da minha capacidade... Sei o que quero fazer da minha vida, e tudo isso é tão simples, mas era tão difícil para mim saber no passado. Quero dormir com muitas pessoas - quero viver e ter ódio de morrer - não vou lecionar, nem fazer o mestrado depois da graduação... Não pretendo deixar que o meu intelecto me domine e a última coisa que quero é cultuar o conhecimento ou as pessoas que têm conhecimento! Não dou a mínima para o acúmulo de fatos de ninguém, exceto quando se tratar de uma reflexão sobre sensibilidade elementar, de que eu de fato preciso... Quero fazer tudo... ter um modo de avaliar a experiência - se me causa prazer ou dor, e tenho de ser muito cuidadosa quanto a rejeitar a dor - tenho de perceber a presença do prazer em toda parte e encontrá-lo também, pois ele está em toda parte! Quero me envolver completamente... tudo é importante! A única coisa a que renuncio é a capacidade de renunciar, de recuar: a aceitação da mesmice e do intelecto. Eu estou viva... eu sou linda... o que mais existe?"

(Diários de Susan Sontag)

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Solidão, que nada!

Estou lá sentada na pedra, o ar fresco batendo no meu rosto, respiro fuuundo...
Olho o rio passar, bem devagar, as águas correrem, bem devagar, em um caminho sem volta.
Quase dá pra ver a cena, e quando vejo me dá tanta paz.
É engraçado como dá pra sentir o gosto amargo ficando doce, bem devagar...
As coisas se constroem e se desconstroem, e a vida continua lá.
Como é difícil perceber que tudo vai continuar lá, como é fácil gostar.

"Viver é bom nas curvas da estrada..."