Estava esperando tudo dar certo pra soltar todos os sentimentos que estão pulsando aqui dentro nesse momento da minha vida. Tudo começa a mudar e de repente eu me vejo aqui construindo o meu futuro sozinha. Fico ansiosa, desesperada, com medo (com muito medo), e feliz... Muito feliz. Misto de sentimentos na porta de entrada da tal "vida adulta".
Agora tenho um novo emprego, o primeiro depois de formada, eu e meu namorado vamos (dessa vez de verdade) construir um lar, o nosso lar, e todas as responsabilidades vão surgindo... Bom, isso é que se espera de todo mundo: emprego e família estáveis. Sinceramente, nunca pensei que eu fosse encontrar a minha felicidade e plenitude no que se espera de todo mundo. Mas hoje, eu percebo, mais madura, que a vida não é uma coisa só. A vida pode ser construída a partir do que se espera de todo mundo - que por incrível que pareça faz feliz -, e por mais um monte de descobertas, transtornos, dificuldades, realizações acrescentadas à toda caretice sendo vividos, superados, aproveitados.
Me sinto livre trabalhando pra alguém, me sinto livre amando alguém, me sinto livre fazendo tudo por mim mesma. Liberdade ilusória? Talvez, mas a de todo mundo é, basta prestar atenção. Quero aproveitar cada momento desses que estão começando, quero dar o máximo de mim, quero brigar, chorar e ser feliz.
A felicidade assim de forma tão natural que vai chegando junto com o tempo dá medo. A gente busca tanto a felicidade, quer tanto ser e parecer feliz, que quando a vida te mostra que ser feliz é aprender e não querer ser, isso te surpreende.
Muito animada com tudo, parece até estranho, mas estou esperando até as contas pra pagar!!! Hahahha. Agradecida por ter alguém muitas vezes chato, um pé no saco, hahahha, mas TÃO legal comigo, descobrimos cada dia um mundo juntos. Agradecida por tantas amizades verdadeiras há anos, como isso me conforta! Agradecida pela sorte de ter uma minha família que me formou com tanto esforço e que me apoia tanto. Agradecida por corpo e mente sãos. Agradecida pelas velhas, pela nova e pelas futuras fases. Agradecida pelas energias boas que me cercam. A felicidade pode ser gritada, mas eu prefiro cantar a minha, naturalmente, entre os meus.
quarta-feira, 5 de março de 2014
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Mais vasto é o meu coração
Acho que 24 anos é a idade oficial da indecisão. Às vezes acho que quero tudo, menos você. Às vezes acho que quero você e mais nada. É difícil ter certeza. A única coisa que dá pra saber é que você está envolvido em qualquer uma das decisões.
No fundo eu sei o que eu quero.
Quero que minha vida tenha a mesma sensação prazerosa da sua pele encostando, energizando, aquecendo a minha durante a noite. Quero a paz de te olhar dormindo, e a inquietação dos seus espasmos. Quero a segurança da sua voz e a insegurança do seu silêncio. Quero a emoção dos nossos beijos amorosos e o tesão dos apaixonados. Eu quero a sua boca... E o seu bigode. Quero uma bebedeira em que você esteja perto, e uma brisa em que nós estejamos longe. Eu quero a gente nas nuvens. Quero nossas brigas, as piores, quero nossas reconciliações, as melhores. Eu quero o amor e quero a dor. Quero todos aqueles que me fizeram desejá-lo de volta. Quero nossas lembranças e nossos sonhos. Quero os arrepios, quero os vinis, quero a roupa suja. Quero nossos problemas compartilhados e nossos segredos. Quero ser feliz.
Eu quero você. É! Eu quero você, além de querer tudo.
No fundo eu sei o que eu quero.
Quero que minha vida tenha a mesma sensação prazerosa da sua pele encostando, energizando, aquecendo a minha durante a noite. Quero a paz de te olhar dormindo, e a inquietação dos seus espasmos. Quero a segurança da sua voz e a insegurança do seu silêncio. Quero a emoção dos nossos beijos amorosos e o tesão dos apaixonados. Eu quero a sua boca... E o seu bigode. Quero uma bebedeira em que você esteja perto, e uma brisa em que nós estejamos longe. Eu quero a gente nas nuvens. Quero nossas brigas, as piores, quero nossas reconciliações, as melhores. Eu quero o amor e quero a dor. Quero todos aqueles que me fizeram desejá-lo de volta. Quero nossas lembranças e nossos sonhos. Quero os arrepios, quero os vinis, quero a roupa suja. Quero nossos problemas compartilhados e nossos segredos. Quero ser feliz.
Eu quero você. É! Eu quero você, além de querer tudo.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Que não seja eterno enquanto dure
Uma das minhas grandes angústias é o "pra sempre". Tudo que envolve este desejo/sonho/sentimento me angustia, me chateia, na verdade me dá medo. Nunca soube lidar com isso de "até o fim da vida".
No amor, tudo que remete a infinito me dá desespero, acho que quase ninguém sabe disso, faço o possível para que não desconfiem. Mesmo que eu tenha encontrado a pessoa certa, mesmo que eu queira estar com ela todos os dias, mesmo que eu ainda não tenha tido real vontade de deixá-la, mesmo que eu ache do fundo do coração que ainda podemos descobrir um mundo juntos, dizer "até que morte nos separe" é quase violência pra mim, tenho pavor de pensar sobre isso.
O que eu vou ser para o resto da vida? Para o resto da vida? Ser obrigada a decidir isso é desesperador. Terminei a graduação e não quero nem exercer a profissão, pois um dos meus medos é que isso dure demais, me imagino dizendo: "Sou professora aposentada". Para o resto da vida professora. Não!
Todo mundo ao meu redor tem tatuagem, praticamente todo mundo que eu conheço tem lá sua marquinha... Minha tia de 60 anos vive com a ideia de fazer uma tribal no pé (?), e eu até hoje não tive coragem de fazer qualquer desenho que eu soubesse que iria ficar na minha pele até que eu morresse. Não foi pela dor, nem pelo medo de enjoar ou ficar feio, foi simplesmente pelo fato de pensar em perpetuar aquilo.
Não tenho, especificamente, aversão ao "pra sempre", mas ao "pra sempre" em minha própria vida, em mim. Esse desejo/sonho/sentimento que algumas pessoas têm em relação as suas vidas é uma das coisas que eu tenho verdadeira dificuldade. Talvez isso me prejudique e me bloqueie, mas minha alma não permite que eu aceite como algo normal.
Confesso que enxergo a beleza do tal "pra sempre", que enxergo a coragem que isso envolve, a probabilidade de dar certo, confesso que até gosto que outras pessoas se sintam assim. Gosto também de eternizar, mas prefiro pensar que não faço parte do eterno. O que eu quero, na verdade, é que tudo dure para sempre, mas sem que eu perceba.
toujours est trop pour moi
No amor, tudo que remete a infinito me dá desespero, acho que quase ninguém sabe disso, faço o possível para que não desconfiem. Mesmo que eu tenha encontrado a pessoa certa, mesmo que eu queira estar com ela todos os dias, mesmo que eu ainda não tenha tido real vontade de deixá-la, mesmo que eu ache do fundo do coração que ainda podemos descobrir um mundo juntos, dizer "até que morte nos separe" é quase violência pra mim, tenho pavor de pensar sobre isso.
O que eu vou ser para o resto da vida? Para o resto da vida? Ser obrigada a decidir isso é desesperador. Terminei a graduação e não quero nem exercer a profissão, pois um dos meus medos é que isso dure demais, me imagino dizendo: "Sou professora aposentada". Para o resto da vida professora. Não!
Todo mundo ao meu redor tem tatuagem, praticamente todo mundo que eu conheço tem lá sua marquinha... Minha tia de 60 anos vive com a ideia de fazer uma tribal no pé (?), e eu até hoje não tive coragem de fazer qualquer desenho que eu soubesse que iria ficar na minha pele até que eu morresse. Não foi pela dor, nem pelo medo de enjoar ou ficar feio, foi simplesmente pelo fato de pensar em perpetuar aquilo.
Não tenho, especificamente, aversão ao "pra sempre", mas ao "pra sempre" em minha própria vida, em mim. Esse desejo/sonho/sentimento que algumas pessoas têm em relação as suas vidas é uma das coisas que eu tenho verdadeira dificuldade. Talvez isso me prejudique e me bloqueie, mas minha alma não permite que eu aceite como algo normal.
Confesso que enxergo a beleza do tal "pra sempre", que enxergo a coragem que isso envolve, a probabilidade de dar certo, confesso que até gosto que outras pessoas se sintam assim. Gosto também de eternizar, mas prefiro pensar que não faço parte do eterno. O que eu quero, na verdade, é que tudo dure para sempre, mas sem que eu perceba.
toujours est trop pour moi
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Inerte
Há meses não sei o que escrever... Há meses eu simplesmente não sei. Não sei. É como se eu estivesse no modo automático todo esse tempo, ali, só vivendo sem saber. Ainda amo, ainda sinto, ainda choro, ainda rio, mas... sei lá! Perdi de vista as borboletas, não sei pra onde voar.
Nada me deixa pior do que uma situação que anula a minha criatividade e a minha vontade. Pior de tudo é que eu não sei nem o porquê, eu não sei nem pra quê eu ando me comportando assim.
Eu quero ensinar? Quero aprender? Quero viajar? Quero ficar? Quero virar hippie ou me casar e ter três filhos? Meu problema é querer tudo, tudo e ao mesmo tempo... Mundo, vasto mundo. Coração vasto demais.
Eu preciso me conformar que isso tudo é incerteza e insatisfação antes que eu me perca em eternas dúvidas e enlouqueça. Eu sou um pedacinho de nada.
Avante!
Nada me deixa pior do que uma situação que anula a minha criatividade e a minha vontade. Pior de tudo é que eu não sei nem o porquê, eu não sei nem pra quê eu ando me comportando assim.
Eu quero ensinar? Quero aprender? Quero viajar? Quero ficar? Quero virar hippie ou me casar e ter três filhos? Meu problema é querer tudo, tudo e ao mesmo tempo... Mundo, vasto mundo. Coração vasto demais.
Eu preciso me conformar que isso tudo é incerteza e insatisfação antes que eu me perca em eternas dúvidas e enlouqueça. Eu sou um pedacinho de nada.
Avante!
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Ninho
olha, eu não queria
ser ingrata
me perdoa
eu sei o peso da ingratidão
é só uma fase
e como a dor todo desejo
a gente espera quietinho
que uma hora passa
sem perceber
tudo volta a ser
como era antes
e antes esse era o seu lugar
te compreendi
mas não me entendo
meu pensamento fica tentando
sem tentar
o tempo
a vida
as mudanças
seus olhos quando abro os meus
o que será que foi?
o que será que era?
era tudo o que eu queria
ajoelhei
e quando acordei
não era mais
mas pelo menos avisei
uma hora isso vai ter fim
se não for tudo assim do meu jeitinho
cheio de defeitos
agora sou eu que não encontro
a satisfação
e que não consigo enxergar
meus próprios erros
uma coisa é certa
cada ser um humano é um bicho
e eu sou pássaro
e tudo isso é sofrimento de gaiola
me deixa um pouco
só pra eu lembrar
como é voar
como é lá fora
ser ingrata
me perdoa
eu sei o peso da ingratidão
é só uma fase
e como a dor todo desejo
a gente espera quietinho
que uma hora passa
sem perceber
tudo volta a ser
como era antes
e antes esse era o seu lugar
te compreendi
mas não me entendo
meu pensamento fica tentando
sem tentar
o tempo
a vida
as mudanças
seus olhos quando abro os meus
o que será que foi?
o que será que era?
era tudo o que eu queria
ajoelhei
e quando acordei
não era mais
mas pelo menos avisei
uma hora isso vai ter fim
se não for tudo assim do meu jeitinho
cheio de defeitos
agora sou eu que não encontro
a satisfação
e que não consigo enxergar
meus próprios erros
uma coisa é certa
cada ser um humano é um bicho
e eu sou pássaro
e tudo isso é sofrimento de gaiola
me deixa um pouco
só pra eu lembrar
como é voar
como é lá fora
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Noigandres
Quanto mais estudo
Mais percebo que menos sei
Não sei ser poeta
Não sei fazer poesia
Nem concreta, nem lírica
Me espanto a cada imagem
de Augusto de Campos
Não sei em que campo me encaixo
Talvez só meus esculachos sejam poéticos
Talvez só a minha fúria...
Poesia é para honestos
Que não se escondem
Atrás de limites
Quanto mais estudo
Mais percebo que menos sabem
O que é ser poeta
O que é fazer poesia
Principalmente concreta, eventualmente lírica
Me espanto a cada verso meu
Não sei em que mundo me encaixo
Talvez só os meus abraços sejam poéticos
Talvez só o meu amor...
Poesia é para honestos
Que não se escondem
Atrás de limites
Toda dor, todo afeto, todo som e toda brisa
Não sei fazer
Mas mesmo assim faço
Poesia
Mais percebo que menos sei
Não sei ser poeta
Não sei fazer poesia
Nem concreta, nem lírica
Me espanto a cada imagem
de Augusto de Campos
Não sei em que campo me encaixo
Talvez só meus esculachos sejam poéticos
Talvez só a minha fúria...
Poesia é para honestos
Que não se escondem
Atrás de limites
Quanto mais estudo
Mais percebo que menos sabem
O que é ser poeta
O que é fazer poesia
Principalmente concreta, eventualmente lírica
Me espanto a cada verso meu
Não sei em que mundo me encaixo
Talvez só os meus abraços sejam poéticos
Talvez só o meu amor...
Poesia é para honestos
Que não se escondem
Atrás de limites
Toda dor, todo afeto, todo som e toda brisa
Não sei fazer
Mas mesmo assim faço
Poesia
Assinar:
Postagens (Atom)