O que me cobre
E o que me preenche
Vem da terra
Não da costela
Vem da mãe
A essência
Da minha existência
Sou raiz
Sou resistência
A minha paz
Encontro no silêncio
Das coisas fúteis
Me desprendo
Me liberto
Do que esta fora
E volto sempre
Para dentro
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
Já fui um feto
E hoje volto
Ao profundo
Antes do útero
Antes do luto
Pela semente
E do descaso
Pelo fruto
Tentativa de entender
Porque te afeta
A falta
Mas não te toca
A vida
Daquela que porta
Não o pecado
Mas a ferida
Que não estanca
Se anda
É presa fácil
Do predador doutrinado
O que te importa?
Depois que a mulher brota
A sua sina é crescer
Sem liberdade
Para nascer
Morrer
Parir
E
Ser
E hoje volto
Ao profundo
Antes do útero
Antes do luto
Pela semente
E do descaso
Pelo fruto
Tentativa de entender
Porque te afeta
A falta
Mas não te toca
A vida
Daquela que porta
Não o pecado
Mas a ferida
Que não estanca
Se anda
É presa fácil
Do predador doutrinado
O que te importa?
Depois que a mulher brota
A sua sina é crescer
Sem liberdade
Para nascer
Morrer
Parir
E
Ser
Ei,
Me apaixonei
Desde a primeira vez
Eu sei
Que você alimenta
Meu ser
Cansei
De ser dominada
Por cada parte sua
Penetrada
Em minhas entranhas
Minha mente te prende
Minha boca te solta
Minhas mãos te procuram
Meu coração te ganha
E eu sumo...
Se eu não te encontro
Sou vazio no escuro
Se eu não te encaixo
Trava
Se eu não te acho
Escapa
Se eu não te uso
Cala
Eu nunca sei seu rumo
Você simplesmente deságua
Em minhas veias
Teias de sentidos
Que transformam meus sentimentos
Equilíbrio
Sustento
Vício
Me declaro te vestindo
Do teu jeito mais bonito
Te escrevo
Te encarno
Vivo
Sua poesia rimada
Não precisa me amar de volta
Eu sempre serei sua
E grito seu nome:
Palavra!
Me apaixonei
Desde a primeira vez
Eu sei
Que você alimenta
Meu ser
Cansei
De ser dominada
Por cada parte sua
Penetrada
Em minhas entranhas
Minha mente te prende
Minha boca te solta
Minhas mãos te procuram
Meu coração te ganha
E eu sumo...
Se eu não te encontro
Sou vazio no escuro
Se eu não te encaixo
Trava
Se eu não te acho
Escapa
Se eu não te uso
Cala
Eu nunca sei seu rumo
Você simplesmente deságua
Em minhas veias
Teias de sentidos
Que transformam meus sentimentos
Equilíbrio
Sustento
Vício
Me declaro te vestindo
Do teu jeito mais bonito
Te escrevo
Te encarno
Vivo
Sua poesia rimada
Não precisa me amar de volta
Eu sempre serei sua
E grito seu nome:
Palavra!
5 da tarde
na linha vermelha
eu percebi que eu não era ninguém
perdida
no mar de gente
que parecia marchar cansada
na direção do trem
eu senti que morri...
7 da manhã
na linha vermelha
eu percebi que eu não era ninguém
quando aquela mulher
perdida
entrou na frente do trem
fez com que o mar de gente
parasse de marchar
pra ouvi-la, cansada, gritar:
eu quero morrer!
adíos sp
na linha vermelha
eu percebi que eu não era ninguém
perdida
no mar de gente
que parecia marchar cansada
na direção do trem
eu senti que morri...
7 da manhã
na linha vermelha
eu percebi que eu não era ninguém
quando aquela mulher
perdida
entrou na frente do trem
fez com que o mar de gente
parasse de marchar
pra ouvi-la, cansada, gritar:
eu quero morrer!
adíos sp
meu corpo
não é afronta
nem convite
aos penetras
me penetrem
com ideias
nao me prendam
em suas rédeas
meu corpo
é a fonte
é a graça
e a carcaça
seduz caminhos
vagueia errante
reproduz
e deixa marcas
meu corpo
é amontado
de pele, sangue, água
e crânio
não apele
não te fere
que eu não o cubra
com seus mantos
meu corpo
é terra abismo
é buraco
queda ao limbo
nem profano
nem divino
meu corpo
encontra-se perdido
meu corpo
vai
e seu ir e vir
não muda
se desnuda
não insistam em vesti-lo
nao o serve a alma
nem de santa
nem de puta
meu corpo
é instrumento
alimento de energia
é dor no pensamento
do pudor e hipocrisia
meu corpo
é mais um corpo
dentre corpos rápidos
encorporados de tensão
a diferença é que
meu corpo
prefere preguiça
cevada, fumaça, comida
e tesão
meu corpo
já não importa
matéria viva
imagem morta
meu corpo carrega
o útero do mundo
da liberdade
que nunca aborta
não é afronta
nem convite
aos penetras
me penetrem
com ideias
nao me prendam
em suas rédeas
meu corpo
é a fonte
é a graça
e a carcaça
seduz caminhos
vagueia errante
reproduz
e deixa marcas
meu corpo
é amontado
de pele, sangue, água
e crânio
não apele
não te fere
que eu não o cubra
com seus mantos
meu corpo
é terra abismo
é buraco
queda ao limbo
nem profano
nem divino
meu corpo
encontra-se perdido
meu corpo
vai
e seu ir e vir
não muda
se desnuda
não insistam em vesti-lo
nao o serve a alma
nem de santa
nem de puta
meu corpo
é instrumento
alimento de energia
é dor no pensamento
do pudor e hipocrisia
meu corpo
é mais um corpo
dentre corpos rápidos
encorporados de tensão
a diferença é que
meu corpo
prefere preguiça
cevada, fumaça, comida
e tesão
meu corpo
já não importa
matéria viva
imagem morta
meu corpo carrega
o útero do mundo
da liberdade
que nunca aborta
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