Ei,
Me apaixonei
Desde a primeira vez
Eu sei
Que você alimenta
Meu ser
Cansei
De ser dominada
Por cada parte sua
Penetrada
Em minhas entranhas
Minha mente te prende
Minha boca te solta
Minhas mãos te procuram
Meu coração te ganha
E eu sumo...
Se eu não te encontro
Sou vazio no escuro
Se eu não te encaixo
Trava
Se eu não te acho
Escapa
Se eu não te uso
Cala
Eu nunca sei seu rumo
Você simplesmente deságua
Em minhas veias
Teias de sentidos
Que transformam meus sentimentos
Equilíbrio
Sustento
Vício
Me declaro te vestindo
Do teu jeito mais bonito
Te escrevo
Te encarno
Vivo
Sua poesia rimada
Não precisa me amar de volta
Eu sempre serei sua
E grito seu nome:
Palavra!
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
5 da tarde
na linha vermelha
eu percebi que eu não era ninguém
perdida
no mar de gente
que parecia marchar cansada
na direção do trem
eu senti que morri...
7 da manhã
na linha vermelha
eu percebi que eu não era ninguém
quando aquela mulher
perdida
entrou na frente do trem
fez com que o mar de gente
parasse de marchar
pra ouvi-la, cansada, gritar:
eu quero morrer!
adíos sp
na linha vermelha
eu percebi que eu não era ninguém
perdida
no mar de gente
que parecia marchar cansada
na direção do trem
eu senti que morri...
7 da manhã
na linha vermelha
eu percebi que eu não era ninguém
quando aquela mulher
perdida
entrou na frente do trem
fez com que o mar de gente
parasse de marchar
pra ouvi-la, cansada, gritar:
eu quero morrer!
adíos sp
meu corpo
não é afronta
nem convite
aos penetras
me penetrem
com ideias
nao me prendam
em suas rédeas
meu corpo
é a fonte
é a graça
e a carcaça
seduz caminhos
vagueia errante
reproduz
e deixa marcas
meu corpo
é amontado
de pele, sangue, água
e crânio
não apele
não te fere
que eu não o cubra
com seus mantos
meu corpo
é terra abismo
é buraco
queda ao limbo
nem profano
nem divino
meu corpo
encontra-se perdido
meu corpo
vai
e seu ir e vir
não muda
se desnuda
não insistam em vesti-lo
nao o serve a alma
nem de santa
nem de puta
meu corpo
é instrumento
alimento de energia
é dor no pensamento
do pudor e hipocrisia
meu corpo
é mais um corpo
dentre corpos rápidos
encorporados de tensão
a diferença é que
meu corpo
prefere preguiça
cevada, fumaça, comida
e tesão
meu corpo
já não importa
matéria viva
imagem morta
meu corpo carrega
o útero do mundo
da liberdade
que nunca aborta
não é afronta
nem convite
aos penetras
me penetrem
com ideias
nao me prendam
em suas rédeas
meu corpo
é a fonte
é a graça
e a carcaça
seduz caminhos
vagueia errante
reproduz
e deixa marcas
meu corpo
é amontado
de pele, sangue, água
e crânio
não apele
não te fere
que eu não o cubra
com seus mantos
meu corpo
é terra abismo
é buraco
queda ao limbo
nem profano
nem divino
meu corpo
encontra-se perdido
meu corpo
vai
e seu ir e vir
não muda
se desnuda
não insistam em vesti-lo
nao o serve a alma
nem de santa
nem de puta
meu corpo
é instrumento
alimento de energia
é dor no pensamento
do pudor e hipocrisia
meu corpo
é mais um corpo
dentre corpos rápidos
encorporados de tensão
a diferença é que
meu corpo
prefere preguiça
cevada, fumaça, comida
e tesão
meu corpo
já não importa
matéria viva
imagem morta
meu corpo carrega
o útero do mundo
da liberdade
que nunca aborta
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
não sei como
pode ainda me parecer
cômodo
comprar o pão
no posto
sentar ao seu lado
sempre indisposto
enquanto mastigo
o trigo sem gosto
síndrome de estocolmo
falta do meu próprio
desgosto
é que talvez assim
nenhum sofrimento
me fosse mais imposto
já conhecia
o caminho da dor
não queria conhecer
outros
nesses passos
perdidos
até aqui
ainda não consegui
olhar no meu próprio olho
tentei segurar
outra mão
mas foi vão
o esforço
tentei outra direção
mas meus pés
pesaram no chão
e eu empaquei
sem reação
tremendo de medo
do novo
pode ainda me parecer
cômodo
comprar o pão
no posto
sentar ao seu lado
sempre indisposto
enquanto mastigo
o trigo sem gosto
síndrome de estocolmo
falta do meu próprio
desgosto
é que talvez assim
nenhum sofrimento
me fosse mais imposto
já conhecia
o caminho da dor
não queria conhecer
outros
nesses passos
perdidos
até aqui
ainda não consegui
olhar no meu próprio olho
tentei segurar
outra mão
mas foi vão
o esforço
tentei outra direção
mas meus pés
pesaram no chão
e eu empaquei
sem reação
tremendo de medo
do novo
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