domingo, 22 de abril de 2012

ando preferindo meu silêncio e a melodia da música



é só até passar...

quarta-feira, 18 de abril de 2012

"Dói-te a festa feliz da verdade da vida..."

Os problemas, os traumas que habitam meu peito e a minha casa... Só quem me conhece e quem eu confio de verdade sabe.
As vezes eu só quero fugir, só quero correr para os braços abertos de alguém que me ama também de verdade, e ouvir, "Te acalma, eu tô aqui, vai ficar tudo bem, a gente vai junto..."
E pensar que esse único alguém também me deu as costas. Pensar que o seu consolo me bastava, mas só o meu não era o bastante. Pensar que me dava esperança e paz, mas era mentira. Pensar que acabou, que nunca existiu.
Pode ser fraqueza, mas eu admito, se eu pudesse gritava: isso dói.
Dói todos os dias, dói quase toda hora.
Dói no meu corpo, dói no meu orgulho, dói na minha alma.

terça-feira, 17 de abril de 2012

as dores

rejeição e traição são sentimentos estranhos.
a rejeição é uma dor localizada, não se espalha pelo corpo, ela lateja em um único lugar, é como se, se a gente fizesse um corte bem no meio do peito, daria pra arrancar com a mão.
a traição dá náusea, dá vertigem, é como se o médico atestasse apenas mais um mês de vida, o diagnóstico às vezes da vontade de viver pra compensar, e às vezes dá vontade de morrer logo de uma vez.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

o inferno são os outros

você deixou de ser você pra ser igual aos outros.
você criou mentiras só suas porque achava legal as dos outros.
você é outra pessoa, você é uma mentira, e até você mesmo acredita.
não há mais sensibilidade, não há mais vontade própria, não há mais felicidade pura.
a sua vida é outra vida e você nem viu como chegou aí.
você nem prestou atenção no caminho, só prestou atenção nos outros.
esqueceu da minha mão estendida e do brilho dos meus olhos,
você preferiu o brilho fantasioso dos outros.
você preferiu a mentira.
é uma pena você ter se esquecido de quem você era,
é uma pena que talvez você nem fosse.

domingo, 15 de abril de 2012

História Verídica

Dia desses um cara me olhou no trânsito, rolou uma paquera de 5 segundos, mas eu tava atrasada pra pegar meu namorado e saí correndo na frente. O cara era bonito, bem bonito. Eu percebi que ele continuou atrás de mim, mas era uma avenida! E mesmo sendo uma avenida, quando eu virei, ele virou também e falou:
- Moça, eu queria uma informação.
A avenida inteira por uma informação?
- Pode falar.
- Você pode me dar o seu nome e o seu telefone?
A cantada mais barata, mais horrível, mas o cara era bonito, bem bonito.
- Ah não. Meu namorado tá me esperando bem ali na esquina.
E mesmo ele insistindo e sendo bonito, eu não aproveitei a casualidade. Eu não sabia que meu namorado dava diariamente seu nome e telefone pra outras. E não sabia que aquilo era um aviso de Deus:
"Menina, larga mão de ser B-U-R-R-A! A vida é muito mais que seus olhos enxergam! Teu coração sente o ruim e o acaso te mostra a verdade: vai viver sozinha."

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Chave.

Tava lendo postagens antigas e comecei a me lembrar de como eu era livre e leve... Até a tristeza de alguma forma tinha algo de bonito. Como eu era menos dura comigo e com os outros! Como eu sabia o que eu queria e não precisava ouvir milhões de bocas me dizerem e repetirem... Como eu aprendia sozinha!
Hoje em dia tudo é assim levado tão a sério, se o homem te larga é um filho da puta, se você larga do homem é porque ele era um filho da puta, se fica com ele é uma idiota, se não fica é uma idiota filha da puta. Todo mundo tem fases na vida, todo mundo tem teto de vidro, já aprontou, já chorou pelo que aprontaram, e se não atinge a ninguém além dos dois, que mal tem? No final das contas, todo mundo segue a vida e ninguém lembra que odiou tanto, que xingou tanto, então pra quê? Antes eu chorava tão menos.
"Não tenho pressa, não tenho pano, não tenho dono", né Falcão? Pra que me preocupar? Meu deus, eu sou tão nova. Me esqueci que não vou morrer amanhã. Eu não sou obrigada a compreender ninguém, mas eu ter colocado na cabeça que todo fim termina em briga, foi a coisa mais estúpida que fiz nos últimos tempos. Ficar só com as coisas ruins ajuda a seguir em frente, mas ajuda a seguir em frente com uma dor no coração tão desnecessária. Quero ser leve de novo!
Eu também adquiri a mania indecente de apontar o dedo nos fulanos idiotas. Que sejam idiotas! Estão todos dentro da lei. Minha vida é tão mais leve quando me preocupo só com ela, e vou levando assim sem medo, sem medo de ser triste, filha da puta, idiota, ou seja lá quais foram os outros rótulos! A única coisa que não pode faltar é vontade própria, é vontade.

Fodam-se as outras verdades, eu me lembrei de quem eu era!