A nossa faca
Foi amolada
Na mesma rua
A diferença
É que fiz da minha
Arma de luta
Até hoje a sua
Machuca
Machuca
Machuca
quinta-feira, 19 de abril de 2018
quinta-feira, 12 de abril de 2018
terça-feira, 2 de janeiro de 2018
Se te imagina
Sozinho
No meio da selva
Se é capaz
De pensar
Em ser
Num espaço
Inóspito
Se te depara
Com a onça
O que te vem
A cabeça?
"Não olhe nos olhos dela,
Não encare
A fera"
Que besteira...
O bicho percebe
A decência
De quem não desvia
Por medo
Ele espera
Um olhar de respeito
Pra dividir seu espaço
Com o outro
Sozinho
No meio da selva
Se é capaz
De pensar
Em ser
Num espaço
Inóspito
Se te depara
Com a onça
O que te vem
A cabeça?
"Não olhe nos olhos dela,
Não encare
A fera"
Que besteira...
O bicho percebe
A decência
De quem não desvia
Por medo
Ele espera
Um olhar de respeito
Pra dividir seu espaço
Com o outro
a lágrima escorre
seca
o resto é que está
molhado
a vida mais uma vez
chega
transbordando
meu coração
inundado
cansado
em meu velho barco
sob o silêncio de um
sol iluminado
permaneço
queimando
sozinho
entre as correntezas
incrédulo
estático
e como quem protege
os grandes amigos
o vento
me sopra aos ouvidos:
você já conhece
as águas
não durma
não pule
cuidado
seca
o resto é que está
molhado
a vida mais uma vez
chega
transbordando
meu coração
inundado
cansado
em meu velho barco
sob o silêncio de um
sol iluminado
permaneço
queimando
sozinho
entre as correntezas
incrédulo
estático
e como quem protege
os grandes amigos
o vento
me sopra aos ouvidos:
você já conhece
as águas
não durma
não pule
cuidado
quem tu não tocas
não te conheces
assim como a poesia
és aquele que
vai
ao encontro da palavra
és aquele que
vai
ao encontro da imagem
és aquele que
vai
ao encontro do mar
(re)conheces
linhas como versos
vida como ciclos
universo como onda
um processo que ainda
não se completou
estás sempre diante
da primeira estrofe
se a vence
aprende como pode ser
se não a vence
tenta saber como é
quando a enfrenta
sabes que o ritmo
é o equilíbrio
que o que acaba
permanece para o novo
num infinito e repetitivo
presente metamórfico
como o poema que existe
a espera do outro
como a paz oscilante
da tua existência no mundo
como o êxtase fluido
que acomete quem é
tocado no fundo
por você
não te conheces
assim como a poesia
és aquele que
vai
ao encontro da palavra
és aquele que
vai
ao encontro da imagem
és aquele que
vai
ao encontro do mar
(re)conheces
linhas como versos
vida como ciclos
universo como onda
um processo que ainda
não se completou
estás sempre diante
da primeira estrofe
se a vence
aprende como pode ser
se não a vence
tenta saber como é
quando a enfrenta
sabes que o ritmo
é o equilíbrio
que o que acaba
permanece para o novo
num infinito e repetitivo
presente metamórfico
como o poema que existe
a espera do outro
como a paz oscilante
da tua existência no mundo
como o êxtase fluido
que acomete quem é
tocado no fundo
por você
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